O final de ano chega, você recebe seu 13º salário, mas nunca sabe ao certo como investir. Quer comprar um imóvel com o 13º salário e começar o ano de 2015 com o pé direito?

Você faz parte de uma grande parte de brasileiros trabalhadores, mais precisamente de um grupo de 84 milhões de que vão receber o 13º salário. A maioria neste grupo irá utilizar esse recurso para quitar dívidas e comprar presentes para agradar parentes e amigos, uma minoria já começa a planejar viagens e compra de eletro-eletrônicos.

Mas, também é possível utilizar esse direito trabalhista na compra da sua casa própria. Se acabou de fechar negócio ou está à procura de um imóvel, iremos te auxiliar com informações importantes e te indicar as opções inteligentes de usar tal valor. Confira:

1. Usar o 13º na entrada da compra do imóvel. O dinheiro extra, junto com as economias, caso haja, pode ser útil na diminuição do valor do financiamento. Mas é preciso avaliar com calma porque, em muitos casos, o compromisso de pagar as parcelas chega até 35 anos. É aconselhável o consumidor dar um sinal no menor valor possível, e assim ganhar tempo para verificar as condições do imóvel e se irá conseguir crédito.

Queremos te ajudar a comprar um imóvel com o 13º salário.

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2. Quitar o imóvel adquirido na planta. Segundo a associação, não é aconselhável quitar o imóvel adquirido na planta na hora de fechar o negócio, pois é uma forma de se proteger quanto ao atraso na obra. Neste caso, o melhor é guardar o 13º salário e usá-lo apenas depois de receber as chaves.

3. Pagar prestações. Quem pretende pagar as prestações que estão para vencer fará uma boa alternativa. Usar a gratificação de Natal na amortização antecipada reduzirá o saldo devedor e, consequentemente, provocará o recálculo da prestação e diminuirá as parcelas futuras. Já nas situações para quitar o financiamento é recomendado negociar com a financeira e pedir um desconto do valor ou abater os juros.

4. Pagar as parcelas atrasadas. Outra opção é usar o dinheiro extra para pagar as parcelas atrasadas e evitar a perda da casa própria. No SFH (Sistema Financeiro da Habitação), após a falta de pagamento de três prestações, o dono do imóvel é notificado por escrito. Se não quitar o débito, perderá o bem, mas poderá recorrer à Justiça. Já no SFI (Sistema Financeiro Imobiliário), se o atraso for superior a 30 dias, o mutuário é intimado a pagar via Cartório de Registro de Imóveis. Caso não o faça no prazo de 15 dias, o banco imediatamente tomará a posse do bem e o levará ao leilão extrajudicial, situação na qual o comprador não tem direito à qualquer defesa.

5. Faça um fundo de reserva. A quantia recebida pode ser útil para fazer um fundo de reserva, que servirá para pagar despesas extras na aquisição da casa própria, que inclui o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano do imóvel), o ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis), que gira em torno de 2% sob o valor do bem, dependendo do município, o registro da escritura, que garantirá a propriedade como sendo do novo comprador que é cobrada em media de 1%, e as certidões emitidas pelo cartório, que são cobradas de acordo com o valor da moradia.

6. Pague os serviços e taxas. No caso do imóvel que for financiado, o 13º é bem-vindo para custear o serviço do despachante, valores de seguros e taxas sobre a avaliação do imóvel e de outras documentações necessárias nesse processo.

7. Parcela das chaves. O abono pode ser uma boa solução para o pagamento da parcela das chaves, na reforma do imóvel e na compra de móveis.

8. Planejamento em primeiro lugar. Antes de fazer o investimento, é fundamental reunir a família e colocar as contas na ponta do lápis. Somente assim é possível definir qual é a melhor solução, o que inclui avaliar o custo/benefício, além de verificar se as prestações não vão comprometer mais do que 30% da renda familiar. Outra precaução é pedir uma planilha do banco com a projeção de todas as parcelas do financiamento, incluindo as taxas extras e os seguros que compõem a prestação.

As informações foram publicadas pela AMSPA (Associação dos Mutuários de São Paulo e a Adjacência) em matéria divulgada pela InfoMoney.

Independente da opção escolhida, o que mais importa é a decisão de investir e pensar no futuro, se resguardar dos altos e baixos que a economia vive e que pode sempre respingar em nossa vida direta ou indiretamente. Dentre as opções de investimentos, o imóvel é a melhor, pois você sempre terá uma moradia garantido.

Feliz casa própria.

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